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Andy Warhol, o grande Ícone da Pop Art, em exposição em Londres.

A Tate Modern, museu de arte de Londres,  está apresentando uma mega exposição do mestre da Arte Pop (Pop Art ), o americano,  Andy Warhol (1928-1987).

Andy Warhol

Exposição na Tate Modern

A Arte Pop é um movimento artístico que surgiu na década de 1950 e floresceu na década de 1960, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Começou como uma revolta contra as abordagens dominantes da arte e da cultura e as visões tradicionais sobre o que a arte deveria ser. O movimento rejeitava a divisão entre alta cultura e cultura de massa, e buscou mostrar que a arte pode se utilizar de qualquer fonte.

Imagens identificáveis, extraídas da cultura popular e de massa, como objetos culturais, celebridades, histórias em quadrinhos e publicidade foram os temas explorados pelos artistas do movimento.

Andy Warhol

Roy Lichtenstein, Whaam!, 1963. Tate Modern, Londres.

Andy Warhol

James Rosenquist, World’s Fair Mural, 1964. Referências ao consumismo, corrida espacial, tecnologia e patriotismo.

O movimento teve como expoentes, os artistas Roy Lichtenstein, James Rosenquist e Claes Oldenburg.  Andy Warhol,  no entanto, foi o artista que ajudou a moldar o movimento e, até hoje, ele e a Arte Pop parecem ser sinónimos um do outro.

Andy Warhol, entre 1966 e 1977.

Andy Warhol, entre 1966 e 1977.

Warhol começou sua carreira profissional na arte comercial, trabalhando como ilustrador e designer gráfico de revistas de grande sucesso.  Mais tarde, incorporou imagens da cultura popular, de celebridades a bens de consumo, em seu trabalho.

Exposição na Tate Modern

Andy Warhol, Estátua da Liberdade, 1986. Exposição na Tate Modern

A partir de 1961, o artista passou a produzir  pinturas focadas em produtos comerciais produzidos em massa. Em 1962, ele exibiu suas pinturas icônicas das latas de sopa Campbell.

Andy Warhol, Campbell’s Soup Cans, 1962. MoMA, Nova Iorque.

Andy Warhol, Campbell’s Soup Cans, 1962. MoMA, Nova Iorque.

Depois disso, vieram as obras com imagens de hambúrgueres e garrafas de Coca Cola, assim como retratos de celebridades peculiares como Mick Jagger, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe.

Exposição na Tate Modern

Andy Warhol, Garrafas verdes de coca-cola, 1962. Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Marilyn Diptych, 1962. Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Marilyn Diptych, 1962.
Exposição na Tate Modern.

Seus trabalhos introduziram uma nova e fascinante forma de expressão artística, frequentemente explorando a correlação entre expressão artística, publicidade e cultura de celebridades, que ele assistiu florescer na década de 1960.

Andy Warhol, Elvis I e II, 1964. Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Elvis I e II, 1964.
Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Elvis I e II, 1964. Detalhe.

Andy Warhol, Elvis I e II, 1964. Detalhe

Seus trabalhos transitam entre e o conformismo e a subversão. Expressam uma visão crítica da sociedade contemporânea, do consumismo e da evolução da música e da revolução sexual, ao mesmo tempo em que se apoia e necessita desses objetos e temas, muitas vezes até levando ao próprio aumento de seu consumo ou popularidade.

Andy Warhol, Mick Jagger, 1975. MoMa, Nova York.

Andy Warhol, Mick Jagger, 1975. MoMa, Nova York.

Andy Warhol, Jackie Frieze, 1964. Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Jackie Frieze, 1964.
Exposição na Tate Modern.

Warhol empregou vários meios para criar seus trabalhos, incluindo fotografia, serigrafia e gravura.  Suas serigrafias de ícones culturais e de consumo ­­– incluindo Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor e Campbell’s  Soup Cans – o tornaram um dos artistas mais famosos de sua geração.

Andy Warhol, Mao e Skulls (Caveiras), na exposição da Tate Modern

Andy Warhol, Mao e Skulls (Caveiras), na exposição da Tate Modern

O melhor de uma imagem é que ela nunca muda, mesmo quando as pessoas nela mudam.
– Andy Warhol.

Andy Warhol, Debbie Harry. Exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, Debbie Harry, 1980.
Exposição na Tate Modern.

Outra grande conquista de Warhol foi a elevação de sua própria personalidade ao patamar de ícone popular, representando um novo tipo de fama e celebridade para um artista plástico.

Warhol em seu estúdio, o Factory, em 1983. https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/

Warhol em seu estúdio, o “Factory,” em 1983.
https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/

Uma curiosidade a respeito do artista é que ele usava perucas. Warhol começou a usar perucas nos anos 1950, depois de começar a ficar careca. O curador da exposição, Gregor Muir, disse que elas desempenharam um papel central na tentativa de Warhol de “se transformar em uma obra de arte”. De acordo com ele, Warhol as desenhava e, depois que elas lhes eram entregues, ele também as cortava e coloria.  Acredita-se que ele possuía mais de cem perucas quando morreu, em 1987.

Perucas de Andy Warhol, na exposição na Tate Modern.

Perucas de Andy Warhol, na exposição na Tate Modern.

Andy Warhol, “Autorretrato”, 1986. Tate Modern, London.

Andy Warhol, Autorretrato, 1986. Tate Modern, London.

Warhol será para sempre conhecido por suas imagens peculiares, que transitam entre a subversão e o conformismo. Seu legado continua vivo no mundo da arte, história e cultura pop.

A intenção da exposição é mostrar que Warhol é uma figura atemporal. O que não parece ser difícil. Em nossa sociedade consumista, as celebridades continuam sendo tão onipresentes e descartáveis quanto latas de sopa e garrafas de Coca-Cola.

Carolina Horta
Carolina Horta
Carolina Horta é formada em História da Arte pela Universidade de Londres e tem cursos de especialização pela “Sotheby’s Institute of Art”. Ela é servidora pública federal e trabalha no exterior há quase nove anos. Atualmente, mora em Varsóvia, na Polônia; antes disso, morou em Londres por mais de seis anos. Morando há tantos anos na Europa, ela tem tido o privilégio de frequentar feiras, bienais, exposições e inúmeros museus, assim como ter acesso a um rico e extenso material sobre arte. Arte até Você é um projeto que nasceu de sua paixão pela arte e de sua vontade de compartilhar e fazer chegar essa paixão aos leitores, onde quer que eles estejam. Sua intenção é informar, inspirar e fazer com que mais pessoas se apaixonem pela arte.

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